FAB prossegue com busca noturna do avião da Air France

A Força Aérea Brasileira enviou dois aviões de busca noturna para tentar localizar o Airbus da Air France que desapareceu com 228 pessoas a bordo sobre o Atlântico, na noite de domingo, quando seguia do Rio de Janeiro para Paris, confirmou em Brasília o coronel Jorge Amaral, subchefe de comunicação da FAB.

AFP |

"As buscas prosseguem com dois aviões" durante a noite, disse o coronel Amaral.

"É uma zona no meio do nada e uma busca muito difícil", destacou o coronel, afirmando que a FAB trabalha "com a possibilidade de sobreviventes". "Não podemos desistir.

A operação é realizada por um Hércules C-130 adaptado para busca noturna, que tentará localizar um eventual sinal eletrônico de emergência, e por um avião de vigilância R-99, equipado com um potente radar e com um sistema infravermelho que identifica fontes de calor.

O R-99, cuja base é o jato executivo Embraer 145, utiliza um radar de "abertura sintética" que permitirá uma varredura da zona.

"Se as condições climáticas permitirem", haverá ainda uma busca com infravermelho para detectar a temperatura de corpos, explicou o coronel.

Um terceiro avião decolará na madrugada desta terça-feira para chegar ao local das buscas ao amanhecer.

O oficial destacou que nada do aparelho foi localizado até o momento, incluindo as buscas dos dois aviões franceses, que operam a partir do outro lado do Atlântico.

Estes aviões franceses "suspenderam sua busca e não continuarão durante a noite", disse o coronel Amaral.

O oficial da FAB confirmou que um piloto da TAM que voava para o Brasil observou manchas laranjas no mar, pouco tempo depois do horário estimado para o desaparecimento do voo da Air France.

Segundo o coronel Amaral, o piloto da TAM não pode identificar se as manchas laranjas, detectadas sob o espaço aéreo senegalês, eram de sinalizadores, bóias ou pontos de incêndio.

Antes de desaparecer, o avião da Air Frace transmitiu, às 23h14, uma mensagem automática informando "um problema de pressurização e uma pane no sistema elétrico", disse à AFP o coronel Amaral. "As condições meteorológicas também eram severas no local".

As operações estão concentradas em uma zona de sombra - sem a cobertura do radar - em pleno Oceano Atlântico, a partir do ponto no qual o avião emitiu o último sinal eletrônico, a 1.100 km da cidade de Natal.

Oito aviões e helicópteros da FAB sobrevoaram durante o dia a suposta zona do desaparecimento, a cerca de 1.100 km da costa do Brasil, e três navios da Marinha seguem para a região.

As operações estão concentradas em uma zona de sombra (sem cobertura de radar) de onde o Airbus 330 emitiu sua última mensagem, automática, relatando sérios problemas técnicos, explicaram à AFP fontes aeronáuticas.

ym/LR

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