FAB e Marinha homenageiam vítimas de acidente da Air France

Rio de Janeiro, 29 jun (EFE).- Os militares da Marinha e da Força Aérea Brasileira (FAB) que participaram das buscas por sobreviventes, corpos e destroços do avião da Air France que caiu há quase um mês no Oceano Atlântico realizaram hoje um ato em homenagem às vítimas do acidente.

EFE |

Eles lançaram coroas de flores ao mar a partir de seis navios para prestar homenagem às 228 pessoas que estavam a bordo do avião acidentado.

A homenagem foi realizada em um local do Oceano Atlântico a 14 quilômetros do porto do Recife, de onde as operações foram comandadas, e representou o ato final para a maior operação já feita pelas Forças Armadas para buscar os restos de uma aeronave acidentada.

Após 25 dias de uma operação que mobilizou 12 aviões e 11 navios militares, as buscas foram encerradas na sexta-feira passada depois de as equipes de resgate terem retirado das águas os corpos de 51 das 228 vítimas.

Após nove dias sem avistar nenhum outro cadáver, as buscas foram suspensas diante da "impossibilidade técnica de localizar mais corpos, que era o objetivo primordial da operação".

Segundo a Marinha, esta foi a "maior e mais complexa operação de busca e resgate realizada pelas Forças Armadas brasileiras em área marítima, tanto no aspecto de duração, quanto na magnitude de meios empregados".

Na cerimônia de hoje em alto-mar, os militares também jogaram pétalas de rosa desde um helicóptero, e participaram de uma cerimônia religiosa a bordo da fragata "Bosísio", uma das utilizadas nas buscas.

Estiveram presentes ao ato oficiais da Marinha e da FAB, além de representantes do Escritório de Análise e Investigação (BEA, em francês) da França - responsável pela investigação do acidente.

Embora a Marinha tenha convidado familiares das vítimas para assistir à cerimônia, nenhuma viajou até a capital pernambucana para participar do ato.

Apesar da suspensão das buscas de corpos e de restos da aeronave, a Marinha francesa continua à procura das caixas-pretas do avião com a ajuda de um submarino. EFE cm/bba

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