Ex-vice paraguaio quer que Duarte deixe Presidência do Partido Colorado

Assunção, 23 abr (EFE) - O ex-vice-presidente do Paraguai Luis Castiglioni exigiu hoje a renúncia à Presidência do Partido Colorado do chefe de Estado, Nicanor Duarte, a quem culpa pela queda da legenda após 61 anos no poder. Castiglioni lidera a facção dissidente Vanguardia Colorada, enquanto Duarte dirige a lista do Senado no próximo Governo e, além disso, deve retomar a Presidência do partido após a transferência do poder ao ex-bispo Fernando Lugo, em 15 de agosto. O ex-vice-presidente também exigiu a renúncia do presidente interino do Partido Colorado, José Alberto Alderete, próximo de Duarte. No domingo passado, Alderete ameaçou submeter Castiglioni ao tribunal colorado por sua ferrenha oposição ao Governo. O ex-segundo no comando do Executivo afirmou que a legenda deveria submeter a esse tribunal Alderete e Duarte, este último impulsionador da candidatura presidencial da ex-ministra da Educação Blanca Ovelar. Quanto às eleições de domingo, nas quais Lugo venceu com o apoio de uma ampla coalizão opositora, Castiglioni ressaltou que o povo disse basta. Estamos cansados de que nos chamem a cada cinco anos em nome do glorioso Partido Colorado para que alguns, humilhando essa legenda histórica, se aproveitem do poder, afirmou. Não queremos mais sectarismo no Paraguai, não queremos mais perseguições, não queremos mais chantagem, não queremos mais adesão por extorsão, por medo de perder cargos, assinalou. O ex-vice considerou ainda q...

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Castiglioni se mostrou confiante em que seu movimento será o próximo condutor do Partido Colorado e afirmou que "as portas da Vanguardia Colorada e os braços de seus dirigentes estão abertos para todos os homens e mulheres que venham a engrandecer conosco o Partido Colorado".

Por outra parte, ele pediu à Aliança Patriótica para a Mudança (APC), coalizão com a qual Lugo assumirá a Presidência, "para que não haja perseguição a qualquer 'colorado' só pelo fato de ser 'colorado'".

A queda do partido após 61 anos no poder gerou uma busca por culpados entre os setores que apóiam Duarte e os seguidores do ex-vice-presidente, que se manteve afastado da campanha governista.

EFE rg/db

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