Exumados 60 corpos de vítimas de guerra na Bósnia

SARAJEVO (Reuters) - Especialistas forenses bósnios anunciaram nesta quarta-feira ter encontrado os restos mortais de pelo menos 60 muçulmanos e croatas em um desfiladeiro onde cerca de 200 pessoas foram mortas por forças sérvias de origem bósnia no início da guerra de 1992-95. As exumações feitas no monte Vlasic, na região central da Bósnia, onde prisioneiros foram massacrados em 21 de agosto de 1992, foram realizadas por ordem da corte estatal de crimes de guerra.

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"Alguns dos corpos tinham sido queimados, e acreditamos que alguns foram mudados de lugar para ocultar os rastros do crime," disse à Reuters Amor Masovic, um alto funcionário do Instituto Bósnio de Desaparecidos.

Masovic disse que o número final de vítimas exumadas será conhecido após a análise forense dos restos mortais.

A corte de crimes de guerra está julgando nove policiais sérvios de origem bósnia suspeitos de terem cometido a atrocidade. Dois dos réus já confessaram a participação e se comprometeram a auxiliar nas investigações.

Sérvios bósnios tinham dito aos prisioneiros, tirados de campos de detenção de não sérvios na área de Prijedor, no oeste do país, que eles seriam libertados numa troca de prisioneiros, mas em vez disso os levaram de ônibus até a beira do desfiladeiro, onde os fuzilaram.

Doze prisioneiros sobreviveram, saltando do penhasco.

Mais de 3.500 muçulmanos e croatas foram mortos na campanha de limpeza étnica lançada por sérvios bósnios na região de Prijedor em 1992.

(Reportagem de Maja Zuvela)

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