Extremista norueguês é indiciado por terrorismo

Anders Behring Breivik, que planejou e executou ataques nos quais 77 morreram em julho, deve ir para instituição psiquiátrica

iG São Paulo |

Acusado de promover "atos de terrorismo" por dois ataques que deixaram 77 mortos na Noruega em julho de 2011 , Anders Behring Breivik foi indiciado nesta quarta-feira por promotores, mais de sete meses depois de ter confessado ser autor do ataque a bomba no centro de Oslo e o massacre na ilha de Utoya .

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Promotores Inga Bejer e Svein Holden falam sobre indiciamento do extremista Breivik
Como previsto, o norueguês extremista de 33 ano s foi indiciado sob o parágrafo da legislação antiterror da Noruega que se refere a atos de violência com o intuito de atingir instituições do governo ou semear medo entre a população.

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Breivik confessou ter planejado e executado os ataques de 22 de julho, mas classificou as vítimas como “traidores”por apoiar políticas de imigração que, segundo ele, resultarão em uma colonização islâmica da Noruega.

Oito pessoas morreram na explosão no centro de Oslo e outras 69 morreram pela ação de Breivik em Utoya, onde atirou contra participantes do acampamento anual do Partido Trabalhista, atualmente no governo.

Segundo a promotora Inga Bejer, 34 das vítimas em Utoya tinham entre 14 e 17 anos. Ela disse que 67 das vítimas morreram por causa de ferimentos causados pelos tiros, e outras duas não resistiram aos ferimentos ou acabaram se afogando. Além disso, outras 33 foram feridas, mas acabaram sobrevivendo.

As acusações contra o norueguês de 33 anos resultam em uma pena máxima de 21 anos de prisão, mas promotores disseram que consideram Breivik insano e buscarão encaminhá-lo para uma instituição psiquiátrica em vez de prisão comum.

Relatório

Em novembro, um relatório psiquiátrico afirmou que Breivik é insano. De acordo com os especialistas, Breivik sofre de esquizofrenia paranoica e estava em um estado “psicótico” quando cometeu os ataques de 22 de julho.

Os psiquiatras fizeram 13 entrevistas com Breivik e concluíram, no relatório, que ele vivia “em seu próprio universo de desilusão e que seus atos e pensamentos eram guiados por estas desilusões”.

AP
Anders Behring Breivik é visto durante audiência em Oslo
*Com AP

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