Extremista norueguês disse ter ligado para polícia na Ilha de Utoya

Polícia disse concentrar investigações em supostas células terroristas dentro da Noruega, apontadas por Breivik

iG São Paulo |

AP
O fundamentalista cristão Anders Behring Breivik, parcialmente visível atrás, no centro, é visto em veículo para prestar depoimento à polícia em Oslo (29/7)
O autor confesso do duplo massacre de 22 de julho na Noruega, Anders Behring Breivik, afirmou que ligou para a polícia durante a matança de 69 pessoas na Ilha de Utoya, declarou nesta segunda-feira seu advogado à televisão pública norueguesa NRK.

De acordo com o advogado Geir Lippestad, Breivik fez a declaração durante o interrogatório a que foi submetido na sexta-feira. O advogao de defesa do extremista, no entanto, não garante que seu cliente tenha realmente ligado para a polícia, como afirmou. “Ele disse ter ligado para a polícia de Utoya, mas não sei se é certo", declarou Lippestad.

Sobreviventes na ilha disseram ter visto Breivik conversando ao telefone por um walkie-talkie.

A polícia norueguesa anunciou nesta segunda-feira que todos os telefones celulares, câmeras fotográficas e laptops encontrados em Utoya serão utilizados durante as investigações, para recriar com exatidão as ações de Breivik, que afirmou ter agido sozinho.

Células

A polícia norueguesa declarou também que concentra sua investigação nas supostas "células" terroristas que Breivik disse existir dentro da Noruega.

"O centro de nossas ações agora é, óbvio, a busca por ajudantes ou outras células. Ele disse que atuou sozinho nisso, mas devemos comprovar se é verdade", declarou em entrevista coletiva o promotor da polícia, Paal-Fredrik Hjort Kraby.

Forças de segurança estão interrogando cerca de 200 pessoas sobre o carro-bomba no centro de Oslo que matou oito pessoas, assim como o tiroteio do acampamento da ala jovem do Partido Trabalhista, no qual 69 morreram.

A Polícia explicou que está analisando as comunicações, tanto por computador quanto por telefone, do suposto agressor e das vítimas no dia do duplo ataque, assim como os movimentos de Breivik "minuto a minuto".

As declarações da polícia foram feitas logo após um discurso do primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, que nesta segunda-feira aplaudiu a coragem e a aposta na democracia dos cidadãos noruegueses, e fez um apelo contra uma "caça às bruxas".

Segundo o premiê, o país inteiro demonstrou capacidade de "encontrar o caminho correto" em meio à tragédia. "Vocês, os jovens, demonstraram determinação a responder ao ódio com amor. O terror não deve levar a mais ódio, mas a mais democracia", afirmou. "Quero pedir para que não comecemos agora uma caça às bruxas", alertou o premiê.

*Com AFP e EFE

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