Extremista norueguês deixou 900 balas intactas na ilha de Utoya

Anders Behring Breivik, autor confesso do duplo atentado que deixou 77 mortos, colocou munições em mala no escritório da ilha

iG São Paulo |

AP
Imagem mostra Anders Behring Breivik em manifesto que lhe foi atribuído e encontrado em 23/07 (a imagem foi alterada para remoção do fundo)
Anders Behring Breivik , que confessou ser autor do duplo atentado no qual morreram 77 pessoas na Noruega, deixou 900 balas intactas na ilha de Utoya , um dos palcos do massacre, informou nesta sexta-feira o jornal VG.

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A polícia encontrou as munições em uma mala no escritório de informação da ilha, segundo o jornal, que ouviu diversas fontes. Durante o tiroteio, que se prolongou por mais de uma hora, Breivik voltou ao escritório várias vezes em busca de mais balas.

Nas operações realizadas em Utoya, a polícia encontrou também carregadores e balas no colete, além da espingarda e da pistola que o fundamentalista cristão levava consigo quando foi preso em 22 de julho.

Nesse dia, Breivik detonou um carro-bomba no complexo governamental de Oslo , deixando oito mortos, e seguiu imediatamente à ilha de Utoya, a 45 km da capital, onde disparou de forma indiscriminada, matando 69. A maioria das vítimas de Utoya eram jovens que participavam do acampamento das juventudes do Partido Trabalhista (AUF, na sigla em norueguês).

Veja imagens das vítimas do massacre na Noruega

Também nesta sexta-feira, o premiê norueguês, o trabalhista Jens Stoltenberg, anunciou a renúncia do ministro da Justiça, Knut Storberget, criticado no país pela atuação das forças de segurança nos atentados de 22 de julho.

Storberget já havia manifestado sua intenção de renunciar após as eleições municipais, realizadas há dois meses, mas aceitou o pedido do premiê para continuar até a apresentação do relatório sobre as medidas adotadas pelo governo em decorrência dos ataques.

O primeiro-ministro admitiu que preferiria que seu ministro continuasse no posto, mas se mostrou compreensivo pelas razões "pessoais" apresentadas por ele. Sua substituta será a atual ministra da Defesa, Grete Faremo, que já havia ocupado a pasta da Justiça entre 1992 e 1996, embora tenha tido que abandoná-la ao ser descoberto que seu departamento havia vigiado de forma ilegal um membro de uma comissão de investigação.

O novo ministro da Defesa será Espen Barth Eide, atual secretário de Estado de Relações Exteriores. A atuação das forças policiais e de Storberget, 47 anos e no cargo desde 2005, foram questionadas quando Breivik efetuou o atentado.

Representantes da oposição parlamentar e os advogados das vítimas e sobreviventes criticaram o comparecimento de Storberget por fornecer poucos dados e por evidenciar mais uma vez falta de coordenação no desdobramento policial.

O premiê anunciou nesta sexta que esse departamento passará por uma reorganização interna e receberá mais recursos, além de se chamar, a partir de agora, Ministério da Justiça e de Planejamento de Emergências a partir de 1º de janeiro.

Com EFE

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