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Extirpação por radiofreqüência poderia ser usada contra câncer de pulmão

Londres, 17 jun (EFE).- A extirpação por radiofreqüência, uma técnica alternativa à cirurgia utilizada normalmente para tratar o câncer de fígado, poderia servir também para combater o câncer de pulmão, conforme publicou hoje a famosa revista médica The Lancet.

EFE |

Essa técnica é utilizada para eliminar tumores cancerígenos de caráter sólido, nos casos em que o organismo do paciente não tolera a cirurgia, fato que costuma acontecer vinculado em pacientes de câncer de fígado.

Apesar de a cirurgia costumar dar resultados positivos na hora de extirpar um tumor, há casos de pacientes cuja reserva pulmonar, estado físico geral ou doenças associadas desaconselham totalmente uma intervenção com o bisturi.

Nesses casos, a técnica da extirpação por radiofreqüência permite eliminar o tumor maligno sem necessidade de recorrer à cirurgia.

Mediante um dispositivo de imagem refletida em um monitor, o médico pode localizar e acabar com o tumor maligno em menos de uma hora, sem necessidade de que o paciente permaneça muito tempo no hospital.

Essa técnica não tem efeitos negativos para os tecidos não cancerígenos do pulmão e, além disso, não reduz de modo algum a qualidade de vida do paciente.

Durante o estudo, liderado pelo professor Riccardo Lencioni, do Hospital Universitário de Cisanello, em Pisa, Itália, foi aplicada a extirpação por radiofreqüência em um total de 137 tumores cancerígenos de pulmão de 106 doentes.

A técnica foi aplicada com sucesso em 99% dos casos e nenhum paciente morreu por complicações derivadas da mesma, embora em 27 casos houve derrame pneumotorácico e em quatro derrame pleural.

O de pulmão é, entre todos os cânceres, o que tem um índice de mortalidade mais elevado tanto em homens quanto em mulheres. EFE ot/ma

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