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Ex-subsecretário do Equador chama de complô diário das Farc

Quito, 4 ago (EFE).- O ex-subsecretário do Governo de Equador José Ignacio Chauvin insistiu hoje em que o diário atribuído ao ex-chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Raúl Reyes, no qual ele é acusado de se dedicar ao negócio da droga, entre outros supostos delitos, é um complô.

EFE |

"Sou revolucionário, sou bolivariano, não sou traficante, não sou terrorista e nunca serei", declarou Chauvin à imprensa.

O manuscrito é atribuído ao ex-porta-voz internacional das Farc Luis Edgar Devia, conhecido como Raúl Reyes, morto em um bombardeio colombiano em território equatoriano no dia 1º março de 2008.

O Governo do Equador divulgou na semana passada uma cópia do suposto diário após tê-lo entregue à Promotoria para investigação e à Organização dos Estados Americanos (OEA).

Além de Chauvin, no suposto diário também estão mencionados o ex-ministro de Segurança Interna e Externa Gustavo Larrea e o coronel aposentado do Exército Jorge Brito, apontados como "agentes duplos", ligados "aos cartéis mexicanos da droga" e à CIA (agência de inteligência americana).

Chauvin, preso em fevereiro por suposta ligação com uma rede de narcotráfico, fez um apelo para que sejam investigadas as supostas torturas que integrantes do Exército equatoriano teriam exercido sobre Lucía Morett, uma estudante mexicana que sobreviveu ao bombardeio de 1º de março de 2008.

A operação militar colombiana na selva equatoriana causou a morte de 25 pessoas, além de Reyes, entre elas um cidadão equatoriano e quatro estudantes mexicanos.

Também causou a ruptura de relações diplomáticas entre Equador e Colômbia, situação que ainda se mantém, já o presidente equatoriano, Rafael Correa, considerou que as tropas colombianas violaram a soberania territorial do seu país ao atravessar a fronteira sem aviso prévio. EFE ic/fk

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