Ex-soldado dos EUA pega prisão perpétua por crimes no Iraque

LOUISVILLE, Estados Unidos - Um júri sentenciou nesta quinta-feira à prisão perpétua um ex-soldado norte-americano que estuprou uma iraquiana de 14 anos, antes de matar a menina e toda a sua família, em 2006, em Bagdá.

Reuters |

Os promotores pediam a pena de morte para Steven Green, 24 anos, que já havia sido considerado culpado pelo júri em 7 de maio. O juiz Thomas Russell, da localidade de Paducah, é por lei obrigado a referendar a sentença do júri.

Após dois dias de deliberações, os jurados não se puseram de acordo sobre a execução do réu, de modo que prevaleceu a pena alternativa, a prisão perpétua sem direito a sursis.

Advogados de Green o apresentaram como uma vítima do estresse do combate e de uma infância negligenciada, retido em uma zona de guerra onde viu colegas morrerem e onde era incapaz de distinguir amigos e inimigos.

Os promotores disseram que ele foi o líder de uma quadrilha de cinco soldados que planejou a invasão da casa da família de quatro pessoas para estuprar a menina, e que mais tarde o grupo se gabou do crime.

Três dos quatro outros soldados se declararam culpados do ataque, e o quarto foi condenado, todos em cortes marciais. Eles receberam penas de 5 a 100 anos de prisão, embora possam receber o direito a sursis muito antes disso.

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