Ex-senador dos EUA critica atuação do FBI em caso sobre antraz

Washington, 3 ago (EFE).- O ex-senador americano Tom Daschle, cujo escritório foi alvo dos ataques com antraz em 2001, criticou hoje a investigação feita pelo FBI (polícia federal americana) sobre o misterioso incidente.

EFE |

As críticas do democrata Daschle foram feitas dois dias depois que se tornasse público que Bruce Ivins, um microbiologista que trabalhava para o Governo e que aparentemente tinha se transformado no principal suspeito dos ataques de 2001, tinha se suicidado.

Em declarações ao canal de televisão "Fox News", Daschle afirmou que o FBI não tinha informado a ele sobre novidades no caso.

Além disso, questionou a investigação, ao lembrar que o Executivo teve que pagar recentemente uma indenização de quase US$ 6 milhões a Steven Hatfill, um ex-cientista empregado pelo Governo que foi acusado erroneamente dos ataques.

"Eu senti verdadeira preocupação desde o princípio sobre a qualidade da investigação", afirmou o ex-senador.

Daschle destacou que a morte de Ivins não esclarece o ocorrido em 2001, quando os envios por correio de antraz deixaram em alerta todo o país, ao acontecer pouco depois dos atentados terroristas de setembro 2001 contra Washington e Nova York.

Segundo o ex-senador, longe de esclarecer o ocorrido, a morte de Ivins complica ainda mais o caso.

Tom Ridge, secretário de Segurança Nacional americano quando aconteceram os ataques, declarou hoje à rede de televisão "ABC" que não sabe as provas que o FBI tem contra Ivins.

"O que sei é que (os investigadores do FBI) foram implacáveis, implacáveis tanto em nível doméstico como internacional" para tentar solucionar o assunto, afirmou Ridge.

Cinco pessoas morreram e 17 ficaram feridas devido aos ataques com antraz. EFE tb/rr

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