Ex-senador colombiano que revelou escândalo da parapolítica deixa a prisão

O ex-senador colombiano Miguel de la Espriella, que revelou um pacto entre dezenas de políticos e paramilitares de extrema-direita, deixou a penitenciária depois que recebeu o benefício da prisão domiciliar.

AFP |

Espriella saiu da prisão La Picota de Bogotá na terça-feira à noite, depois que um recurso de habeas corpus foi favorável a ele por ter cumprido três quintos de uma pena de três anos e nove meses de prisão.

O ex-congressista passou 19 meses detido e conseguiu uma redução da pena de oito meses e meio por ter trabalhado e estudado na penitenciária.

Espriella, apontado como um político ligado ao líder paramilitar Salvatore Mancuso, extraditado aos Estados Unidos, revelou a existência do chamado "pacto de Ralito", um documento assinado por vários políticos, incluindo ele, e as atualmente extintas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) em 2001.

As revelações do ex-senador fizeram explodir o escândalo da 'parapolítica', que envolveu 92 políticos, 41 deles congressistas, a maioria deles pertencentes à coalizão que apóia o presidente Alvaro Uribe.

O caso levou 30 congressistas para a cadeia, mas seis deles já estão em liberdade.

axm/fp

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