Ex-senador colombiano é condenado a sete anos por ligação com paramilitares

Bogotá, 16 mai (EFE).- A Corte Suprema de Justiça da Colômbia condenou hoje a sete anos de prisão o ex-senador Mauricio Pimiento por ligações com grupos paramilitares de direita, informou hoje o presidente desse tribunal, Francisco Ricaurte.

EFE |

Pimiento, que pertencia a um grupo aliado do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, é o quarto ex-congressista condenado dentro do escândalo da "parapolítica", que já levou à detenção até agora de mais de 60 políticos, entre eles 38 congressistas ou ex-congressistas.

O senador condenado, ex-governador do departamento do Cesar (norte), foi acusado de aliar-se com o ex-chefe paramilitar Rodrigo Tovar, conhecido como "Jorge 40", extraditado na terça-feira passada aos Estados Unidos por narcotráfico junto com outros 13 dirigentes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

O ex-senador Pimiento, natural do departamento do Cesar e membro do "Partido do U" (de Uribe), e preso desde fevereiro do ano passado, admitiu ter se reunido em 2005 com "Jorge 40", mas assegurou que o encontro tinha como objetivo negociações de paz.

Além disso, indicou que conhecia "Jorge 40" desde a infância, já que este, antes de ser líder paramilitar, era de uma família importante, dona de uma plantação de arroz em Valledupar, capital de Cesar.

O advogado Hernán Jiménez, defensor de Pimiento, declarou aos jornalistas que houve "uma decisão política e não judicial".

O escândalo da "parapolítica" começou no final de 2006, quando foram descobertos pactos eleitorais ou a recepção por parte de políticos de dinheiro de chefes das AUC para financiar suas campanhas.

As AUC, que reuniam os esquadrões de justiça privada criados para combater as guerrilhas, realizaram conversas de paz com o Governo entre 2002 e 2006 e desmobilizaram mais de 31.000 combatentes. EFE gta/fb

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