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A justiça colombiana absolveu nesta quinta-feira o ex-senador Jairo Merlano das acusações de envolvimento com paramilitares de ultradireita por falta de provas, informaram fontes judiciais.

Um juiz de Bogotá determinou que não há méritos para condenar Merlano, que se torna o primeiro congressista absolvido dentro do escândalo da "parapolítica", em que estão envolvidos 63 legisladores e que já levou para a prisão mais de trinta, quase todos do partido do governo.

Segundo a sentença, revelada pela imprensa local, a investigação da promotoria contra Merlano "ficou no campo da probabilidade e não existem provas diretas" de sua suposta vinculação com o grupo paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

"A justiça aceitou todos os argumentos da defesa", disse o advogado do ex-parlamentar, Nódier Agudelo.

Segundo ele, seu cliente deverá deixar até sexta-feira a prisão de Picota de Bogotá, onde está desde 2006.

Merlano havia renunciado ao cargo para ser investigado pela Promotoria e não pela Suprema Corte, cujas decisões estão isentas de apelação.

O político, que pertencia ao partido La U, o principal da coalizão que apóia o presidente Alvaro Uribe, foi acusado pela Corte de integrar um esquadrão paramilitar responsabilizado de vários massacres de civis e de ter recebido financiamento deste grupo para sua campanha ao Senado em 2002.

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