Ex-responsável do caso Madeleine ainda não deu sua última palavra

Lisboa, 21 jul (EFE).- Gonçalo Amaral, ex-detetive-chefe do caso da menina britânica Madeleine que foi ridicularizado pela imprensa britânica e teve que se aposentar com 48 anos, ainda não deu sua última palavra sobre o desaparecimento da criança.

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Principal defensor da culpa dos pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, Amaral anunciou na semana passada que nesta quinta-feira seria lançado seu esperado livro sobre o caso que lhe custou a carreira na Polícia Judiciária e que foi hoje arquivado pela Procuradoria.

O sigilo de sumário, ainda não suspenso formalmente, o expõe a possíveis sanções legais devido a sua vinculação profissional à investigação, os representantes do ex-policial afirmam que dará uma entrevista coletiva em Lisboa para comentar a obra e assinar exemplares.

Em 216 páginas e 8 folhas de anexos, "Maddie - A Verdade da Mentira" promete desvelar as incógnitas de um caso que deu a volta ao mundo durante 14 meses de investigação.

Em suas poucas declarações à imprensa portuguesa, Amaral tinha antecipado seu convencimento de que este seria o destino do caso desde o momento em que foi afastado dele, apesar de considerar que há indícios relevantes para abrir uma causa.

O detetive português foi afastado como responsável policial do distrito do Algarve encarregado do caso Madeleine e substituído por um alto cargo de Lisboa em 2 de outubro do ano passado, quando ainda não tinha passado um mês desde que os pais de Madeleine tinham saído de Portugal, após serem declarados suspeitos.

A biografia oficial que acompanha o livro afirma que este foi "um ato inédito" na história da Polícia Judiciária, pouco adequado para um inspetor que era considerado apreciado por seu trabalho anterior nas jurisdições de Lisboa, Algarve e ilhas Açores.

No entanto, Amaral já tinha sido alvo de críticas públicas por seu trabalho na investigação do desaparecimento de outra menina, a portuguesa Joana Cipriano, de 8 anos, em 2004.

Alguns meios de comunicação colocaram em dúvida a condenação da mãe da menor, Leonor Cipriano, pelo assassinato da filha, já que o corpo nunca foi encontrado e ela acusou a Polícia de torturá-la para que se declarasse culpado. EFE ecs/an

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