Ex-reféns exigem recompensa recebida por rebelde que matou líder das Farc

Bogotá, 18 dez (EFE).- Dois colombianos que estiveram seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) exigiram como indenização uma grande parte da numerosa recompensa entregue pelo Governo ao rebelde desertor que matou um líder do grupo guerrilheiro, disseram hoje fontes da defesa dos ex-reféns.

EFE |

O pedido foi apresentado a um promotor de Manizales, capital de Caldas, departamento (estado) no qual atua a frente 47 das Farc, à qual se atribuíram os dois casos de seqüestro e à qual pertencia o desertor Pedro Pablo Montoya, conhecido como "Rojas".

Este rebelde recebeu do Governo colombiano 2,5 bilhões de pesos (cerca de US$ 1,15 milhão) como recompensa por ter matado Manuel Jesús Muñoz ("Ivan Ríos"), membro do Secretariado das Farc.

Muñoz foi assassinado em março passado junto com sua companheira e, como prova do crime, Montoya lhe cortou a mão direita, com a qual se apresentou às autoridades militares.

A jurista Olga Beatriz Jiménez disse à imprensa em Manizales que "Rojas" recebeu das famílias de dois seqüestrados 1 bilhão de pesos (cerca de US$ 460.193) para que os rebeldes os colocassem em liberdade.

Os pagamentos foram realizados em 2001, afirmou a advogada, que representa um dos ex-reféns, oriundos de Caldas e que em nenhum caso foram identificados.

A advogada disse que a autoridade judicial à qual foi realizado o pedido ordenou ao Ministério da Defesa, a dependência que tornou efetiva a recompensa a "Rojas", que embargasse o dinheiro pago.

Os seqüestrados exigem 1,5 bilhão de pesos (pouco mais de US$ 690.000) como indenização e reparação como vítimas, segundo a mesma solicitação.

O Governo colombiano dividiu entre "Rojas" e outras duas pessoas os 5 bilhões de pesos (US$ 2,30 milhões) que tem estabelecidos em um programa de recompensas para que ajudem a deter ou entreguem altos comandantes rebeldes.

O plano de ofertas inclui valores inferiores para casos de comandantes médios e chefes de menor categoria.

O desertor está detido em uma prisão de Bogotá e comparece em vários processos por crimes como os de terrorismo, homicídio, seqüestro e rebelião. EFE jgh/fal

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