Ex-reféns das Farc dizem que Betancourt era arrogante e roubava comida

BOGOTA - Três americanos mantidos reféns pelas Forças Armadas da Colômbia por cinco anos e meio publicaram um livro de memórias, nesta quinta-feira, cheio de histórias de sobrevivência e palavras negativas sobre Ingrid Betancourt, com quem compartilharam o cativeiro.

Redação com AP |

AP
Autores do livro "Out of Captivity"
Os três americanos, Keith Stansell, Thomas Howes e Marc Gonsalves passaram 1.967 dias como reféns. No livro, lançado nos Estados Unidos, descrevem momentos de dor, perseverança e tédio no cativeiro e um resgate milagroso.

Mas as relevações mais provocativas de "Out of Captivity" são sobre Betancourt, política franco-colombiana sequestrada um ano antes deles.

Segundo eles, Betancourt era arrogante e autocentrada, roubava comida, escondia livros e chegou a colocar a vida dos três em perigo ao dizer para os guerrilheiros que eles eram agentes da CIA.

"Eu a vi tentando tomar conta do cativeiro com uma arrogância que estava fora de controle", disse Keith Stansell à agência Associated Press. "Alguns guardas nos tratavam melhor que ela."

No livro, os ex-reféns comentam, ainda, que Betancourt passou muitos dias acorrentada depois de uma tentativa de fuga. "Ela é uma mulher durona", disse Marc Gonsalves. "Ela dava muito trabalho para os guerrilheiros."

Os americanos foram libertados junto com Betancourt e outros 11 colombianos. A agência AP disse ter tentado contatar Betancourt para que ela respondesse às críticas, sem obter sucesso.

O ex-senador colombiano Luis Eladio Peres, que também dividiu o cativeiro com Betancourt, negou que ela tenha dito aos guardas que os americanos eram agentes da CIA, mas se negou a fazer comentários antes de ler o livro.

Leia mais sobre Ingrid Betancourt

    Leia tudo sobre: betancourt

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG