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Ex-reféns americanos qualificam Farc de animais e terroristas

Washington, 11 jul (EFE) - Os três ex-reféns americanos que foram seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram hoje, na primeira entrevista concedida desde que foram resgatados, que os guerrilheiros colombianos são animais e terroristas que não respeitam os direitos humanos. Os prestadores de serviço ao Pentágono Marc Gonsalves, Keith Stansell e Thomas Howes, que foram resgatados em 2 de julho pelo Exército da Colômbia, contaram emocionados à emissora CNN como viveram os cinco anos e meio que ficaram em cativeiro nas selvas colombianas. Não queremos exagerar o que aconteceu. Somente queremos contar a verdade, disse Stansell à jornalista Robin Meade.

EFE |

Os funcionários da firma americana Northrop Grumman foram seqüestrados em 13 de fevereiro de 2003, quando o pequeno avião no qual viajavam pelas selvas do Caquetá (sudoeste colombiano) durante uma missão de vigilância para o combate ao tráfico de drogas fez um pouso forçado devido a uma falha mecânica.

Entre outras coisas, eles contaram que, em um acampamento, aonde inicialmente foram levados, dormiram com ratos e, em outros momentos do cativeiro, passaram a noite no chão de laboratórios de drogas.

Além disso, foram obrigados a andar durante horas pela selva com correntes em torno do pescoço.

Segundo os americanos, o mais difícil foi suportar a distância das famílias.

"Lembro que meus piores dias foram no primeiro mês de nosso cativeiro. Estávamos, naquele momento, fechados em cabines à noite.

Essa noite, sonhei com minha filha (...) e tive esse sonho com ela que foi tão real; estava sentada em meu colo e tinha pequenas tranças no cabelo", afirmou Gonsalves.

Stansell, que foi seqüestrado quando a namorada estava grávida de gêmeos, contou que, em determinado momento, pensou que um dos bebês tinha morrido, porque um guarda falou que tinha visto uma fotografia da namorada apenas com um filho.

Ele explicou que, quando viu a namorada pela primeira vez após cinco anos e meio de seqüestro, perguntou de novo: "Aceita?", e ela respondeu: "Sim. Esta é nossa família".

Além disso, contou que quando viu pela primeira vez os filhos, foi como se os conhecesse desde seu nascimento.

Howes também foi separado da mulher e dos dois filhos, que tinham 5 e 15 anos quando ele foi seqüestrado.

Durante a entrevista, os três americanos afirmaram que não se esquecem dos reféns que deixaram para trás e que ainda permanecem em poder das Farc.

"São como irmãos, amigos e me sinto mal de falar aqui sabendo que eles estão na selva", disse Gonsalves, que se mostrou convencido de que a guerrilha "sabe que está perdendo" e que o Exército da Colômbia tem "uma grande vantagem sobre eles".

Gonsalves, Stansell e Howes foram submetidos a exames médicos e passam bem, embora eles tenham reconhecido que ainda "há algumas coisas que temos que superar. Temos que dar pequenos passos", disseram.

Na "Operação Xeque" também foram resgatados a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e 11 policiais e militares. EFE cae/db

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