Ex-refém quer mediação entre Governo e Farc com participação do Brasil

Miami, 15 jul (EFE).- O ex-senador colombiano Luis Eladio Pérez, que esteve seqüestrado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por mais de sete anos, se mostrou a favor da mediação internacional entre Governo e guerrilha e disse que dela poderia participar o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

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Pérez é contrário ao lançamento de uma ofensiva militar contra os grupos guerrilheiros de seu país. Entretanto, diz que não é possível dialogar diretamente com as Farc, como colocou o presidente colombiano Álvaro Uribe, porque não existe um clima de confiança entre ambas partes.

Entre outros personagens da política latino-americana que poderiam integrar a mediação, estaria também o presidente do Panamá, Martín Torrijos.

Pérez, que foi para a Miami após denunciar ameaças de morte que teria sofrido na Colômbia, também negou que pretenda pedir asilo político aos Estados Unidos e adiantou que na próxima semana se reunirá com a ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt na França, recentemente resgatada das Farc graças a uma operação militar.

"Com uma bomba matando a 'Mono Jojoy', e a todos os do secretariado (das Farc), acaba-se a miséria na Colômbia?", perguntou-se o advogado de 58 anos, libertado em 27 de fevereiro, em entrevista concedida a vários meios de comunicação, entre eles a Agência Efe.

O ex-seqüestrado considerou que Uribe já implementou ações militares e o que "quer é arremeter com mais força" contra a guerrilha, uma atitude equivocada na sua opinião.

"Uribe comete um erro ao pensar que única e exclusivamente se pode resolver o problema das Farc e da violência", disse Pérez ao declarar que há outras questões "estruturais de fundo" que também é preciso verificar. EFE so/rb/plc

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