Ex-refém das Farc diz que pensou em suicídio no cativeiro

BOGOTÁ - O ex-deputado colombiano Sigifredo López, libertado na quinta-feira pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após quase sete anos em cativeiro, admitiu hoje que em alguns momentos pensou em se suicidar.

Redação com agências internacionais |

"Pensei no suicídio como uma opção, mas desisti depois de pensar em minha família", disse López à "Rádio Caracol".

"Não fiquei louco nestes anos de cativeiro (...) porque Deus estava comigo e por causa da força do amor", disse López, advogado de 45 anos.

O ex-deputado afirmou ainda que desistiu da ideia do suicídio depois de ouvir as mensagens nas emissoras de rádio de sua família.

"Ouvia minha mamãe, de 72 anos, que tem diabetes, e minha esposa me dizendo o quanto me amavam e esperavam por mim, e meus filhos, que sempre me lembravam o quanto precisavam de mim", disse.

López é recebido por seu filho em Cali, após libertação
Após libertação, López é recebido por seu filho em Cali

O ex-deputado colombiano Sigifredo López, sequestrado havia mais de seis anos, foi libertado pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) nesta quinta-feira e entregue a uma missão humanitária que contou com o apoio do Brasil.

A missão foi composta pela senadora colombiana Piedad Cordoba, principal mediadora com a guerrilha, dois membros da Cruz Vermelha, além de militares brasileiros que prestaram apoio logístico.

A libertação do ex-parlamentar foi confirmada pelo porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Yves Heller, que agradeceu aos governos do Brasil e da Colômbia, às FARC e ao movimento Colombianos pela Paz pelo resgate.

Heller afirmou que o CICV "continuará trabalhando para levar proteção e assistência" às vítimas do conflito armado colombiano.

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