Ex-refém das Farc critica resgates militares de seqüestrados

Washington, 15 mai (EFE) - O ex-senador colombiano Luis Eladio Pérez, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde 2001 até sua libertação, em fevereiro, pediu hoje nos Estados Unidos que a comunidade internacional rejeite os resgates militares dos seqüestrados.

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Pérez elogiou o apoio da comunidade internacional à troca humanitária, em particular de França e Venezuela, e sua "rejeição permanente às tentativas dos resgates militares que, sem dúvida alguma, significam a morte de todos os seqüestrados".

O Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou na quarta-feira à noite que o Exército colombiano intensificou as operações para localizar os reféns da guerrilha.

Pérez realiza seu segundo dia de reuniões em Washington com líderes do Congresso e de grupos cívicos no marco de uma viagem internacional para conscientizar para a situação dos mais de 700 seqüestrados em poder das Farc e obter mais apoio para uma troca humanitária.

O ex-refém disse que, em vez de focar nas "vicissitudes, amarguras e maus-tratos" dos reféns, procura centrar suas energias em idéias "construtivas" para conseguir sua libertação que, em sua opinião, só pode ocorrer mediante uma "saída política".

Além disso, reiterou as difíceis condições de seu cativeiro, mas também "o apoio e carinho" de sua família, que lhe permite agora se adaptar novamente à sociedade civil e lutar pela causa dos reféns.

O ex-congressista pediu que a opinião pública nos EUA exerça mais pressão para conseguir a libertação dos americanos Marc Gonsalves, Keith Stansell, e Thomas Howes, seqüestrados pelas Farc em 13 de fevereiro de 2003, e que "estão apodrecendo na selva colombiana".

No mesmo encontro, os legisladores democratas Bill Delahunt e James McGovern, reconheceram que a situação é "complexa", mas reiteraram seu compromisso de conseguir a libertação dos reféns.

"Acho que é algo factível, e não vamos permitir que este assunto caia no esquecimento", disse McGovern.

Já Delahunt afirmou que o depoimento de Pérez no Congresso dos EUA joga luz sobre a necessidade de "dar uma maior importância" à situação dos três reféns americanos, como aconteceu na França com o caso da franco-colombiana Ingrid Betancourt. EFE mp/db

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