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Ex-refém das Farc critica possível extradição de carcereiros de Betancourt

Bogotá, 7 jul (EFE).- O ex-senador colombiano Luis Eladio Pérez declarou hoje seu desacordo com a possibilidade de extradição dos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que detinham a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, presos na semana passada na operação que permitiu o resgate da política e de 14 outros reféns.

EFE |

Em declarações a jornalistas, Pérez disse que os guerrilheiros presos, Gerardo Antonio Aguilar, conhecido como "César", e Alexander Farfán, chamado de "Enrique Gafas", devem pagar primeiro por seus crimes de lesa-humanidade na Colômbia.

Algumas autoridades colombianas, e inclusive o embaixador dos Estados Unidos no país, William Brownsfield, levantaram a possibilidade de que ambos sejam extraditados pelos delitos de terrorismo e seqüestro.

Entre os resgatados na operação do Exército colombiano estavam os americanos Marc Gonsalves, Keith Stansell e Thomas Howes.

Os três americanos, que prestavam serviços para o Pentágono, estavam em cativeiro desde 13 de fevereiro de 2003, quando seu avião caiu em uma zona rural do departamento colombiano de Caquetá.

César e Gafas foram encarregados pelas Farc de custodiar o grupo de seqüestrados.

O ex-congressista Pérez, seqüestrado pelas Farc em 10 de junho de 2001, e libertado unilateralmente em janeiro, também pediu que os dois rebeldes sejam processados na Colômbia por "negligência" na morte do também refém Julián Guevara, major da Polícia que faleceu em janeiro de 2006.

Pérez lembrou que Gafas foi cruel com os reféns, que eram obrigados a tirar as botas e caminhar descalços pela selva. EFE rrm/gs

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