Ex-refém colombiana pede mais esforços para libertar seqüestrados

Bogotá - A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Clara Rojas pediu nesta quinta-feira que o Governo colombiano e os rebeldes se esforcem mais para pôr fim ao drama dos seqüestrados.

EFE |

"Meu sentimento pessoal é o de que, além da boa vontade, não há atualmente nada de concreto que permita chegar a uma solução rápida e efetiva", disse a ex-candidata à Vice-Presidência da Colômbia durante um fórum universitário em Bogotá.

Clara Rojas indicou também que as Farc, depois da fuga do ex-congressista Óscar Tulio Lizcano, aparentemente diminuíram suas pretensões, e "abriram uma porta através de um grupo de intelectuais".

"Mas, que eu saiba, o Governo ainda não se pronunciou sobre essa proposta", acrescentou.

Lembrou que os seqüestrados estão constantemente sob risco de morte por diversas circunstâncias como o assédio do Exército e suas condições de saúde, além das dificuldades causadas pelo clima colombiano e a selva.

Por todas essas razões, a ex-companheira de chapa da franco-colombiana Ingrid Betancourt pediu que "algo seja feito em breve para salvar a vida dos reféns".

Clara Rojas foi liberada unilateralmente pelas Farc no dia 10 de janeiro, atendendo à mediação do Governo da Venezuela.

As Farc mantêm em seu poder mais de 700 seqüestrados, e entre eles 29 são considerados passíveis de troca por cerca de 500 de seus guerrilheiros presos.

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