Ex-refém colombiana diz que família de Betancourt ocultou provas de vida

A família da ex-candidata a presidência colombiana Ingrid Betancourt escondeu durante dois meses uma prova de sobrevivência da companheira de cativeiro Clara Rojas, com o objetivo de preservar o protagonismo da primeira, afirma a própria Clara.

AFP |

Em entrevista ao jornal El Tiempo de Bogotá, Clara Rojas cita um trecho de seu livro 'Cautiva', que será lançado na próxima semana, no qual denuncia que a família de Betancourt guardou provas de sobrevivência "por um zelo excesivo para preservar seu protagonismo".

"Neste isolamento foi mais duro descobrir que não podia contar com eles. Me esqueceram. Nunca se referiam a mim em suas declarações públicas", afirmou Rojas.

No livro, Clara Rojas narra os quase seis anos de sequestro pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Rojas, mãe de um menino fruto de uma relação consentida com um rebelde, revelou também que Betancourt tirou dela um dicionário que as Farc cederam a ela e a expulsou das aulas de francês que dava a um grupo de sequestrados.

Em outro momento, ex-refém lembra que quando estava grávida quis pegar água quente sem entrar na fila de reféns, mas um grito de Betancourt a fez soltar o recipiente e se queimar.

Segundo Clara, os reféns americanos passaram a pegar água para ela para evitar brigas.

Rojas, que, não revela o nome do pai de seu filho Emmanuel, reiterou que a gravidez causou problemas com os demais reféns. A tensão chegou a tal ponto que o líder rebelde conhecido como 'Martín Somba', que era o carcereiro dela, optou por transferi-la de local.

Clara Rojas recuperou a liberdade em janeiro de 2008.

cop/fp

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