Ex-rebelde diz que ELN comprou armas do Exército venezuelano

Bogotá, 9 dez (EFE) - Um guerrilheiro do Exército de Libertação Nacional (ELN) detido na Colômbia afirmou que o grupo comprou armas do Exército da Venezuela e que o presidente Hugo Chávez intercedeu pela libertação de um industrial venezuelano, resolvendo em poucos dias o seqüestro. O ex-guerrilheiro Dagoberto Duque, que foi membro do ELN por 14 anos e está detido em uma prisão do departamento colombiano de Boyacá, fez as declarações em entrevista publicada hoje pelo jornal El Espectador, de Bogotá. Duque trabalhava como mensageiro no ELN e cumpre pena por homicídio. O insurgente afirmou que as forças de segurança da Venezuela venderam armas ao ELN por meio de Nilsson Navarro, que foi condenado na Colômbia por pertencer à guerrilha. Nilsson Navarro conseguiu um armamento que pertencia às Forças Armadas da Venezuela. O armamento levado por Nilsson Navarro era ruim e foi devolvido, expressou o guerrilheiro.

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Sobre a gestão do presidente da Venezuela para que o ELN soltasse um refém, o ex-guerrilheiro explicou que, certa vez, a guerrilha libertou um seqüestrado em Arauca, na Colômbia, devido à intercessão das autoridades da Venezuela e de Cuba.

"Houve uma vez em que me ordenaram trazer um seqüestrado de Arauca. Este senhor tinha sido seqüestrado na Venezuela. Era o dono da Colgate-Palmolive da Venezuela", indicou.

O ex-rebelde acrescentou que, "neste seqüestro, interveio o presidente Chávez e o Governo de Cuba".

"Por isto, ficou muito pouco tempo seqüestrado, três ou quatro dias", ressaltou.

O ELN realizou conversas de paz com o Governo desde finais de 2005, mas os diálogos, realizados em Havana, foram suspensos em agosto deste ano por divergências. EFE gta/db

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