Expulsos, embaixador israelense e mais 6 diplomatas deixam a Venezuela

Caracas, 10 jan (EFE).- O embaixador israelense na Venezuela, Shlomo Cohen, e outros seis diplomatas abandonaram o país na noite de sábado, três dias depois o Governo de Hugo Chávez ter ordenado a expulsão do grupo em protesto contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, informou hoje a imprensa local.

EFE |

Cohen e os seis diplomatas partiram do Aeroporto Internacional de Maiquetía, na divisa com Caracas, em um vôo comercial com destino a Frankfurt.

Na quarta-feira, sem dar muitos detalhes, Israel chegou a anunciar que estudava "medidas de reciprocidade" contra a expulsão de seu embaixador na Venezuela.

Uma medida recíproca forçaria o fechamento da embaixada venezuelana em Tel Aviv, representada na atualidade por um único diplomata, o encarregado de negócios Roland Betancourt.

O último ato público do qual Cohen participou em Caracas aconteceu na quinta à noite, no Centro Hebraico, onde foi homenageado por representantes da comunidade judaica venezuelana.

Nesse ato, Cohen disse que sua estada em Caracas foi a melhor experiência de sua carreira diplomática de 40 anos.

O embaixador não quis falar da ordem de expulsão, limitando-se a destacar as virtudes e qualidades dos judeus venezuelanos.

A embaixada de Israel permanece fechada e, embora esteja sendo protegida por um policial da reserva, foi pichada por pessoas que condenam a ação de Israel na Faixa de Gaza.

Uma das sinagogas existentes em Caracas também teve seu muro externo rabiscado com frases alusivas à invasão israelense e à morte de centenas de crianças palestinas.

A crise diplomática atual entre ambos os países teve um precedente em agosto de 2006, quando, por ocasião da invasão do Líbano por Israel, Chávez retirou o encarregado de negócios venezuelano em Tel Aviv.

Como resposta, Israel convocou seu embaixador em Caracas, que voltou à capital venezuelana aproximadamente um mês e meio depois.

O último embaixador venezuelano em Israel foi Ángel Machado, que ocupou o cargo até outubro de 2004. EFE gf/sc

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