Expulsão de diplomatas venezuelanos em Israel depende de Livni

Jerusalém, 8 jan (EFE).- A decisão de expulsar o diplomata venezuelano em Israel, em medida recíproca à do embaixador israelense em Caracas, Shlomo Cohen, está à espera de que a ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni, estude o tema e resolva como proceder.

EFE |

Fontes diplomáticas israelenses que pediram para não serem identificadas disseram à Agência Efe que o ministério já adotou a decisão "de princípio" de "aplicar a prática de reciprocidade", mas "este tipo de decisão só pode ser tomada pela ministra".

"É uma mera questão de tempo, porque há outras coisas mais urgentes devido à situação em Gaza, mas achamos que (Livni) não revogará" a decisão, disseram as fontes.

O encarregado de negócios Roland Betancourt é o único diplomata venezuelano em Israel, porque o presidente Hugo Chávez veio reduzindo progressivamente o nível hierárquico de sua delegação em Tel Aviv desde 2004, disse Dorit Shavit, chefe da direção para a América Latina no Ministério de Assuntos Exteriores de Israel.

Também está adscrito um segundo diplomata que tem jurisdição perante a Autoridade Nacional Palestina (ANP), mas que, pelos Acordos de Oslo de 1993, está dentro da lista credenciada perante Israel.

Tecnicamente, Israel poderia expulsar os dois, mas acredita-se que a medida só afetará Betancourt.

Na terça-feira, o Governo venezuelano anunciou a expulsão do embaixador israelense em Caracas, em protesto contra a ofensiva militar israelense em Gaza, durante um ato de solidariedade ao povo palestino.

De acordo com Shavit, Cohen tem o prazo de até amanhã para sair da Venezuela.

O ministro de Assuntos Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou a expulsão, que argumentou pela "vocação de paz" da Venezuela e "sua exigência de respeito ao direito internacional".

EFE elb/an

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