Ex-primeiro-ministro tailandês comparece à Justiça por corrupção

Bangcoc, 8 jul (EFE).- O ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra compareceu hoje perante a Corte Suprema para depor sobre um suposto caso de corrupção, um dos crimes de que é acusado.

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Neste caso, Shinawatra, que foi deposto em 2003 por um pacífico golpe de Estado militar, responde na Justiça pela compra ilícita realizada por sua esposa, Khunying Potjaman, de terrenos próximos a Bangcoc quando seu marido era chefe do Governo.

Shinawatra e sua esposa, que negaram as acusações, podem pegar entre dez e 13 anos de prisão caso sejam condenados, e não têm possibilidade de apelação.

A audiência começou com a presença dos ex-primeiros-ministros Banharn Silpa-Archa, líder do partido Chart Thai (Nação Tailandesa) e aliado na coalizão que governa o país, e Chuan Leekpai.

Recentemente, a Corte Suprema congelou os bens de Shinawatra estimados em US$ 2 bilhões e o proibiu de viajar para a China e para a Reino Unido, onde é proprietário do clube de futebol Manchester City.

Shinawatra, que sete anos atrás foi acusado de corrupção e declarado inocente pela Corte Suprema, insiste que os crimes dos quais é acusado agora foram armados pelos militares e por seus inimigos políticos.

No último dia 28 de fevereiro, o ex-primeiro-ministro retornou à Tailândia após 18 meses no exílio e foi recebido por milhares de seguidores e ministros do atual Governo, do qual um grupo de políticos do Executivo anterior faz parte.

A Polícia deteve o ex-primeiro-ministro no aeroporto de Bangcoc no dia de sua chegada, embora poucas horas depois tenha sido liberado após pagar fiança de aproximadamente US$ 258 mil.

Shinawatra, que da mesma forma que outros 110 políticos de seu partido foi impedido pela Corte Suprema de ocupar cargos públicos durante cinco anos por fraude eleitoral, garante que não tem interesse em voltar à política. EFE fmg/fh/rr

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