Ex-primeiro-ministro paquistanês é impedido de participar de eleição parcial

Islamabad, 23 jun (EFE).- O Tribunal Superior de Lahore proibiu hoje que o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif participe do pleito parcial que acontecerá no dia 26 de junho no Paquistão, informou a emissora Geo TV.

EFE |

A corte alegou que Sharif não pode apresentar sua candidatura neste pleito (denominadas de "by-elections") ao ter sido condenado por casos de crime e de corrupção.

Sharif foi condenado em 1999 por uma corte antiterrorista pelo seqüestro de um avião no qual viajava o então chefe do Exército e agora presidente paquistanês, Pervez Musharraf, que deu um golpe de Estado contra Sharif após o fracassado seqüestro.

O ex-primeiro-ministro também foi condenado por corrupção e tem outros casos abertos.

O líder da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N) não pôde concorrer ao pleito do dia 18 de fevereiro pelos mesmos motivos, e nestas eleições pretendia apresentar sua candidatura para chegar como deputado ao Parlamento paquistanês.

O porta-voz da PML-N, Siddique-ul-Faruq, disse à Agência Efe que espera que "a sociedade civil ou o grupo dos advogados apresentem nos próximos dias um recurso", embora tenha acrescentado que seu partido não deve fazer isto.

"Trata-se de uma conspiração para evitar que Sharif possa representar o povo do Paquistão", declarou Farouk.

Dezenas de militantes da PML-N gritaram palavras de ordem na cidade de Lahore contra o Governo após ficarem sabendo da decisão da corte.

Em maio, quando os ministros da Liga de Sharif abandonaram o Governo por divergências sobre a crise judicial com o Partido Popular do Paquistão (PPP) da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, o ex-primeiro-ministro anunciou que concorreria às chamadas "by-elections", nas quais um deputado abandona seu assento para que novas eleições sejam realizadas em sua circunscrição, possibilitando que outro candidato ocupe sua vaga.

Sharif podia se reservar assim a possibilidade de optar pela chefia de Governo a médio prazo ou, pelo menos, a liderar a oposição no Parlamento, uma vez que obtivesse a ata de deputado.

Após as eleições de fevereiro, o PPP e a PML-N, as duas legendas mais votadas, formaram um Governo de coalizão que quase não durou 40 dias.

A Comissão Eleitoral do Paquistão fixou para o próximo 26 de junho o pleito parcial que deve ser realizado em cerca de 40 circunscrições para decidir as cadeiras não atribuídas do Parlamento nacional e as provinciais após o pleito de fevereiro. EFE igb/fal

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