Ex-primeiro-ministro mauritano detido ontem é posto em prisão domiciliar

Nuakchott, 22 ago (EFE).- O ex-primeiro-ministro Yahya Ould Ahmed El Waghef, detido nesta quinta-feira pela Polícia da cidade de Nouadhibou, foi posto hoje em prisão domiciliar na localidade de Achram, informou à EFE Mohammed Mahmoud Ould Dahman, secretário-geral adjunto do partido Pacto Nacional para a Democracia e o Progresso (PNDD-ADIL), dirigido pelo próprio Waghef.

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O ex-primeiro-ministro tinha sido detido ontem, após chegar a Nouadhibou para participar de uma reunião de protesto contra o golpe de Estado de 6 de agosto contra o presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi.

Ould Dahman indicou que "uma brigada da Polícia interceptou o carro do ex-primeiro-ministro na entrada da cidade, e lhe obrigou a embarcar em um veículo de Polícia que pegou a estrada no sentido oposto a Nouadhibou, sem que até agora se saiba seu destino. EFE Por sua parte, a França, que exerce a Presidência semestral da União Européia (UE), divulgou hoje um pedido de "libertação incondicional e imediata" de Waghef.

"A detenção arbitrária de Yahya Ould Ahmed El Waghef é inaceitável. Solicitamos sua libertação incondicional e imediata", declarou à imprensa o porta-voz adjunto do Ministério de Exteriores francês, Fréderic Desagneaux.

A França pediu também que se restaure o mais rapidamente possível a ordem constitucional, e exigiu o imediato restabelecimento em suas funções de Abdallahi, com quem o embaixador francês na Mauritânia se reuniu ontem.

O país lembrou que o conjunto da comunidade internacional condena o golpe de Estado na Mauritânia, e pediu à Junta Militar e aos responsáveis políticos mauritanos para que cooperem com a União Africana, a UE e os demais atores internacionais para encontrar uma solução para a crise. EFE mo/gs

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