Ex-primeiro-ministro do Paquistão critica Governo do PPP

Islamabad, 3 jul (EFE).- O ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif criticou hoje o Governo liderado pelo Partido Popular do Paquistão (PPP) e pelo líder da legenda, Asif Ali Zardari, que foi acusado de não tê-lo consultado nas últimas decisões.

EFE |

"Voltamos à situação anterior às eleições de fevereiro", disse o líder da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), em declarações ao canal de televisão privado "Dawn".

Sharif reclamou de não ter sido informado sobre a operação que as forças de segurança iniciaram contra os insurgentes na região tribal de Khyber no último sábado, nem sobre o aumento do preço do gás, entre outros assuntos.

As queixas de Sharif chegam após semanas de tensão entre as duas maiores forças do Parlamento, que formaram o Governo no final de março, embora os ministros da PML-N tenham deixado o Executivo em meados de abril.

Seus ministérios continuam vagos, ocupados interinamente por membros do PPP, mas os desacordos entre os dois membros da coalizão governista impediram o consenso.

O momento mais crítico aconteceu após a decisão de um tribunal paquistanês de proibir em 26 de junho a candidatura de Sharif às eleições parciais alegando que o ex-primeiro-ministro tinha sido condenado pela Justiça, decisão sobre a qual a Suprema Corte do Paquistão ainda deve emitir um veredicto.

"Com a atual situação de incerteza, esse não é o momento adequado para voltar ao Governo. E o PPP parece se afastar desse objetivo", disse hoje à Agência Efe o porta-voz da PML-N, Siddiq-ul-Farooq.

"Estamos tentando convencê-los a cumprir seus compromissos nacionais, começando pela restituição dos magistrados (destituídos pelo presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, em 2007) e que dêem passos práticos para fortalecer a coalizão, mas tudo fica nas promessas", acrescentou.

Enquanto isso, Zardari declarou esta semana em uma entrevista à revista "Boss" que está planejando uma remodelação do Governo, ao explicar que o PPP não pode continuar ocupando as vagas da PML-N por causa dos desafios que o país enfrenta.

Para a remodelação, no entanto, a legenda da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto pode ficar ainda mais isolada.

Segundo fontes do partido citadas hoje pelo jornal "The News", a Liga Awami (terceira força da coalizão governista) está pensando seriamente em abandonar o Governo, pois tem sérias "reservas e queixas" quanto ao PPP. EFE igb/wr/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG