Ex-presidentes propõem um consenso social em contraponto ao neoliberalismo

São Paulo, 6 mar (EFE).- Um grupo de 11 ex-presidentes propôs hoje, em São Paulo, um consenso social da América Latina como resposta à crise atual e à doutrina neoliberal do Consenso de Washington dos anos 90, afirmou o ex-chefe de Estado peruano Alejandro Toledo, um dos promotores do encontro.

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"Precisamos de um projeto latino-americano para os latino-americanos, e por isso estamos constituindo o que chamaremos de Consenso Social da América Latina, que é como uma resposta ao Consenso de Washington", disse Toledo à Agência Efe.

O hoje diretor do Centro Global para o Desenvolvimento e a Democracia citou vários ex-governantes latino-americanos, o ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin e especialistas internacionais ao debater, no encontro internacional "Nova agenda da democracia para a América Latina", as propostas de reformas para a região.

Para Toledo, a redução da pobreza e a distribuição dos lucros reais do crescimento são uns dos principais desafios a serem enfrentados pela região.

"A América Latina vem enfrentando a crise mundial com relativamente solidez. A situação macroeconômica da região é mais sólida, mas não há país imune (...)", acrescentou.

O ex-líder enfatizou que "o crescimento da região deve ser visto é nos bolsos da população", porque "é um meio, e não um fim".

Até amanhã, os ex-governantes e especialistas convidados para a reunião analisarão a problemática latino-americana partindo de eixos temáticos como a água potável, o acesso ao microcrédito, a energia, a política fiscal, a mudança climática e o desenvolvimento.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) disse à Efe que a "experiência" dos que já exerceram o poder pode "ajudar indiretamente na tomada de decisões" de seus sucessores, especialmente neste momento de crise.

"A crise em certos temas afeta países como o Brasil, mas desde 1994 houve gestão para uma bonança e melhores reservas e aplicações, uma gestão (...) que vela pelo emprego e as exportações", ressaltou o político. EFE wgm/sc

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