Ex-presidente taiuanês teme ser detido por ordem governamental

Taipé, 11 nov (EFE).- O ex-presidente taiuanês Chen Shui-bian expressou seu temor de ser detido, por ordem do presidente Ma Ying-jeou, com relação a supostos delitos de apropriação indébita de bens públicos e lavagem de dinheiro.

EFE |

A Promotoria Anticorrupção iniciou hoje o interrogatório de Chen, enquanto no exterior da sala, centenas de policiais protegiam o prédio e tentavam evitar confrontos entre manifestantes a favor e contra o ex-presidente independentista.

Chen assegurou, em entrevista coletiva prévia ao interrogatório, que "tudo é uma perseguição política" e que "os promotores atuam como lacaios" do atual presidente que, por sua vez, procura agradar "os comunistas chineses".

"Estou há muito tempo esperando este dia, que finalmente chegou.

Poderão encarcerar meu corpo, mas não meu espírito", disse Chen, ressaltando que não se apropriou "nem sequer de um centavo" durante seus 30 anos de carreira política.

O ex-presidente taiuanês desdobrou nas últimas semanas uma forte atividade política, com discursos nos quais pediu a criação urgente de uma Taiwan independente da China.

"Meu sacrifício não será em vão. Sacrificarei minha vida para o sucesso do lema que Taiwan e China são dois países diferentes", acrescentou Chen, afirmando que sua detenção é uma tentativa de encarcerar o independentismo taiuanês.

O chefe da Promotoria Anticorrupção, Chen Yun-nan, negou qualquer tipo de interferência política nos casos contra Chen, sua família e políticos do opositor Partido Democrata Progressista (PDP). EFE flp/ma

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