Ex-presidente sérvio é inocentado de crimes contra a humanidade

O ex-presidente da Sérvia Milan Milutinovic foi inocentado nesta quinta-feira das acusações de crimes de guerra e contra a humanidade que enfrentava no Tribunal Criminal Internacional para a Antiga Iugoslávia (ICTY, na sigla em inglês). Mas outros cinco co-acusados receberam sentenças variando entre 15 e 22 anos por crimes cometidos durante o conflito na então província sérvia do Kosovo.

BBC Brasil |

Eles são o então vice-premiê iugoslavo Nikola Sainovic, o ex-ministro da Defesa da Iugoslávia Dragoljub Ojdanic, os ex-generais iugoslavos Nebojsa Pavkovic e Vladimir Lazarevic, além do ex-chefe da polícia de segurança pública sérvia Sreten Lukic.

Todos os réus negavam as acusações.

"Os crimes incluem a deportação e transferência à força de centenas de milhares de pessoas, assim como o assassinato e a perseguição de milhares de albaneses do Kosovo", disse um comunicado da côrte.

O então presidente sérvio Milutinovic era considerado apenas uma figura protocolar na época do conflito, sendo que o poder real estava nas mãos do ex-presidente da Iugoslávia, Slobodan Milosevic.

Milosevic foi indiciado ainda durante o conflito, mas gozou de imunidade até o final de seu mandato como presidente, em 2002. Após deixar o cargo, ele se entregou ao tribunal, permanecendo sob sua custódia.

Considerado o mentor do conflito (assim como de outras guerras nos Bálcãs, como a da Bósnia e da Croácia, nos anos 90), Milosevic morreu em 2006 antes do fim de seu julgamento.

Para o julgamento de Milutinovic, foram ouvidas 113 testemunhas de acusação e 118 de defesa.

A Promotoria ouviu relatos de como as forças sérvias atacaram vilas e cidades no outono e inverno de 1999, matando civis, estuprando mulheres e expulsando grande parte da população de suas casas.

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