Ex-presidente militar argentino será julgado na Itália por mortes

Roma, 6 abr (EFE).- Um tribunal de Roma decidiu hoje levar a julgamento o ex-presidente argentino Emilio Massera pela morte de três cidadãos italianos durante o regime militar na Argentina (1976-1983), confirmou à Agência Efe o advogado de acusação, Jorge Iturburu.

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O julgamento de Massera começará no dia 30 de setembro em Roma e se baseia em indícios de uma "corresponsabilidade mais que fundada" de Massera na morte dos italianos, segundo a Justiça italiana.

Há pouco mais de um mês, em 4 de março, o juiz Marco Mancinetti, do Tribunal de Roma, recebeu uma perícia médica certificando que Massera, de 83 anos, está em "plenas faculdades" para enfrentar um processo pela morte dos italianos Angela Aietta Gullo, Giovanni Pegorato e a filha dele, Susana.

Massera "deve ser considerado uma pessoa com plenas faculdades para ser julgado, apesar das tentativas de manipulação mais ou menos conscientes, com exagerados sintomas psíquicos fictícios", diz o estudo médico, de 28 páginas.

O julgamento de Massera ficou suspenso em 2005 e foi afastado do processo principal pela morte e desaparecimento dos italianos, depois que uma perícia médica anterior determinava que o acusado sofria de demência.

Os ex-oficiais argentinos Jorge Eduardo Acosta, Alfredo Ignacio Astiz, Jorge Raúl Vildoza e Antonio Vañek já foram condenados, à revelia, à prisão perpétua pela morte de Angela Aietta Gullo, Giovanni Pegorato e a filha, dele, Susana, além do sequestro da filha desta última, nascida na prisão. EFE mcs/jp

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