Ex-presidente Menem é acusado em outro caso de corrupção na Argentina

A Justiça argentina indiciou nesta segunda-feira o ex-presidente Carlos Menem (1989-99) em um caso de fraude contra o Estado, pela concessão, durante seu governo, do espaço radioelétrico ao grupo francês Thales, revelou uma fonte judicial.

AFP |

Hoje senador da oposição, Menem, de 78 anos, soma assim mais um processo na Justiça, onde já acumula vários casos de corrupção. Entre eles, há uma acusação de contrabando de armas para Croácia e Equador nos anos 90 e o suposto encobrimento das investigações do atentado contra a associação judaica AMIA, em 1994, que deixou 85 mortos e 300 feridos.

O juiz federal Norberto Oyarbide ordenou bloqueio de 200 milhões de pesos (54,5 milhões de dólares) sobre os bens de Menem pela causa Thales, que tem outros processados e aguarda o início do julgamento ainda este ano.

A lista de processados inclui ex-funcionários de Menem e os ex-diretores da Thales na Argentina Jorge Neuss e Juan Carlos Cassagne.

A Thales, que então se chamava Thomson CSF, ganhou em 1997, durante o mandato de Menem, uma licitação incomum, sem competidores, que transformou a Argentina no único país do mundo a ceder o controle de seu espaço radioelétrico.

O contrato foi anulado em janeiro de 2004 pelo então presidente Néstor Kirchner (2003/07), devido a irregularidades detectadas pelo Escritório Anticorrupção.

A justiça argentina investiga supostos sobornos, no valor de 25 milhões de dólares, pagos através de contas na Suíça, para obter a concessão.

Entre as provas em poder do magistrado figuram as revelações de um financista arrependido, que deu detalhes sobre a existência de contas secretas nas quais teriam sido movimentados cerca de 25 milhões de dólares em propinas.

lt/ap

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