Ex-presidente liberiano diz que acusações se baseiam em mentiras

Haia, 14 jul (EFE).- O ex-presidente da Libéria Charles Taylor disse hoje perante o Tribunal Especial para Serra Leoa que as 11 acusações de crimes de guerra e lesa-humanidade contra ele estão fundamentadas em más informações, mentiras e rumores.

EFE |

Taylor, presidente liberiano entre 1997 e 2003, tachou de "falsas" as acusações de "assassino" ou "violador", e afirmou que "é bastante incrível que me atribuam essas acusações".

"Deve-se a más informações, mentiras, rumores, que me associam com esses títulos ou descrições", disse Taylor, acrescentando que sempre trabalhou pela "justiça".

Segundo Taylor, "reinava o terror" na Libéria com o Governo de seus antecessores, e ele levou a "ordem" e a restauração da democracia no país.

O ex-presidente disse que tomou a Libéria em 1989 na liderança da Frente Patriótica Nacional da Libéria (FPNL) para "trazer uma mudança total, a democracia e o estado de direito".

Declarou que, durante esse golpe, que gerou uma guerra civil e causou milhares de mortos e quase 1 milhão de refugiados, "não houve um massacre indiscriminado de gente".

"Quando descobríamos que tinham sido cometidas atrocidades, agiámos", alegou o ex-presidente, que manifestou que os responsáveis eram julgados perante tribunais militares.

Taylor negou qualquer ajuda aos rebeldes da Frente Revolucionária Unida (FRU) na invasão de Serra Leoa, mas admitiu que ofereceu "pequenas quantidades de armas e munição para a proteção" da Libéria, ao considerar que essa era sua "obrigação como presidente".

"Ouvíamos que havia gente assassinada, violada. Não tolerávamos essas coisas na Libéria. Para mim, era inaceitável (...). Víamos em reportagens, nas notícias. Não era meu dever verificar isso", acrescentou Taylor, que negou qualquer envolvimento com esses fatos.

EFE rja/an

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