O ex-presidente argentino Néstor Kirchner (2003/2007) foi denunciado nesta quarta-feira à Justiça por formação de quadrilha e fraude na administração pública, em uma ação movida pela Coalizão Cívica (CC), informou a líder da agrupação, Elisa Carrió.

A denúncia, apresentada por Carrió - dirigente liberal cristã e ex-candidata à presidência - envolve Kirchner, o ministro do Planejamento, Julio de Vido; o secretário dos Transportes, Ricardo Jaime, e o ex-titular do Orgão de Controle de Concessões Viárias, Claudio Uberti, entre outros.

A denúncia, firmada por Carrió e por vários deputados nacionais da CC, acusa o grupo de "formação de quadrilha, fraude na administração pública, abuso de autoridade e negociações incompatíveis com o exercício da função pública".

Segundo a CC, os denunciados formaram uma quadrilha para fraudar o Estado em benefício próprio, com um esquema que incluía concessão de serviços públicos, superfaturamento e emissão de faturas falsas.

"Assim como na década de 90 (durante o governo de Carlos Menem), a corrupção foi praticada através do sistema financeiro, mas na era de Néstor Kirchner se baseou nas obras públicas", disse Carrió.

A presidente Cristina Kirchner (mulher e sucessora de Néstor Kirchner) reagiu através do ministro do Interior, Florencio Randazzo, que qualificou a denúncia de "muito pouco séria" e prejudicial à democracia.

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