A Justiça argentina investiga o ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) por uma denúncia da opositora Elisa Carrió, que o acusou de fazer parte de uma quadrilha para cometer atos de corrupção, disse uma fonte judicial nesta terça-feira.

O pedido do procurador ao juiz reproduz "quase em sua totalidade" os termos da denúncia da líder opositora, afirmou a mesma fonte, acrescentando que o caso não avançará até o fim do recesso judicial de janeiro.

Entre as acusações feitas por Carrió, estão irregularidades em obras públicas, em contratos petroleiros e no chamado "caso Skanska", uma empresa sueca investigada pela Justiça argentina por suspeita de pagamento de suborno e uso de notas falsas.

Há também negociatas no setor pesqueiro, de jogos de azar e viagens de funcionários argentinos à Venezuela, dentro do escândalo da "mala" com 800.000 dólares. O dinheiro teria sido enviado pelo governo de Hugo Chávez para a campanha presidencial de Cristina Kirchner, mulher do ex-presidente, em 2007.

A denúncia da dirigente liberal-cristã foi apresentada há pouco mais de um mês, com base em investigações de deputados da Coalizão Cívica, liderada por Carrió.

Em função da acusação, o procurador federal Gerardo Pollicita exigiu que se investigue o ex-presidente e o ministro de Planejamento Federal, Julio de Vido, além de outros ex e atuais membros do governo, motivo pelo qual o juiz federal Julián Ercolini abriu um expediente.

Entre os acusados por Carrió, estão o secretário dos Transportes, Ricardo Jaime, e o ex-titular do Órgão de Controle de Concessões Viárias Claudio Uberti, que renunciou em conseqüência do escândalo da maleta.

A lista negra inclui o secretário Legal e Técnico da presidência Carlos Zannini e vários empresários próximos dos Kirchner, que foram beneficiados em licitações, completa a denúncia.

Leia mais sobre: Néstor Kirchner

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.