Ex-presidente israelense se diz inocente de acusação de estupro

Jerusalém, 12 mar (EFE).- O ex-presidente de Israel Moshe Katsav alegou hoje inocência da acusação de estupro, apesar das acusações do procurador-geral do Estado, Menachem Mazuz.

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"Venho aqui com a cabeça erguida, embora tenha sido humilhado.

Estou sentido, mas decidido. Não vou me render e vou brigar para que toda a verdade seja revelada", disse Katsav ao início de sua entrevista coletiva transmitida pela TV desde a cidade de Kiryat Malaji, da qual foi prefeito.

Katsav fez este comparecimento cinco dias depois de Mazuz anunciar que o acusará de assalto sexual, violação e obstrução à Justiça.

O ex-presidente do Estado judeu (2000-2007) acusou o Procurador-geral de ter alterado a lei e confundido os tribunais, por não ter proposto sua acusação sem revisar as provas.

Katsav atém criticou duramente a imprensa, a quem acusou de tê-lo condenado desde o início.

"Por favor, não deixem que seus preconceitos superem o bom senso e a decência. Durante meu mandato como presidente, respeitei cada palavra da lei", disse em seu longo discurso.

Katsav afirmou que o escritório da promotoria, a Polícia, políticos e jornalistas "derramaram" seu "sangue diariamente, durante 32 meses de linchamento".

Ele foi acusado de estuprar duas funcionárias que trabalharam para ele quando era ministro de Turismo, no final dos anos 90, e presidente, a partir de 2000.

Em junho de 2007, renunciou após assinar um acordo extrajudicial que lhe livrava de ser preso pelos crimes dos quais era suspeito.

No entanto, dez meses depois, em um golpe de efeito que por enquanto lhe custou caro, rejeitou o acordo para lutar por sua "inocência" e pela "verdade", segundo disse então, consciente das "implicações" de sua decisão. EFE ap/mh

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