Ex-presidente iraniano respalda aproximação com EUA, mas ameaça

Teerã, 30 jan (EFE).- O ex-presidente do Irã Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, considerado um dos clérigos mais influentes do país, respaldou hoje a aproximação com os Estados Unidos mas advertiu que Washington deve respeitar os direitos da nação iraniana, em alusão ao polêmico programa nuclear iraniano.

EFE |

Em um sermão durante a oração comunitária de sexta-feira, Rafsanjani também recomendou ao novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que "não repita a política 'de ameaça'" de seu antecessor, George W. Bush.

"Esperamos que (EUA) deem passos claros e sábios e que os direitos da nação iraniana não sejam violados", afirmou o clérigo.

"Se for assim, contribuirão para ajudar os povos desta região e com a companhia e a colaboração do Irã resolverão os problemas regionais. Se não, a história os julgará como julgou Bush", proclamou Rafsanjani.

O ex-presidente, que faz parte do círculo íntimo do chefe supremo da revolução iraniana, o aiatolá Ali Khamenei, aproveitou para atacar também que Obama tenha deixado abertas todas as opções, da diplomacia ao conflito armado.

"Ele não pode dizer que todas as opções, incluindo a militar, estão sobre a mesa e que o Irã deve renunciar a seu programa nuclear se não quiser ficar isolado", falou.

Estados Unidos e Irã romperam relações diplomáticas em abril de 1980, quando seguidores da revolução islâmica invadiram a embaixada americana em Teerã e fizeram 52 reféns, mantendo-os em cativeiro por 444 dias.

Além disso, Washington, junto a Israel e a UE, acusa o Governo iraniano de esconder um programa nuclear paralelo para aquisição de um arsenal atômico, acusação que Teerã nega. EFE jm/jp

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