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Ex-presidente iraniano critica falsificações de Ahmadinejad

Por Dominic Evans e Fredrik Dahl TEERÃ (Reuters) - Um dos principais políticos do Irã acusou na terça-feira o presidente Mahmoud Ahmadinejad de mentir num debate eleitoral na TV, e pediu a intervenção do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.

Reuters |

Num ataque público sem precedentes, o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani disse que dezenas de milhões de iranianos testemunharam as "declarações equivocadas e as falsificações" de Ahmadinejad no debate da semana passada, quando o atual presidente acusou Rafsanjani de corrupção.

"Espero que o sr. resolva esta posição a fim de extinguir o incêndio, cuja fumaça já pode ser vista na atmosfera, e de impedir tramas perigosas", disse Rafsanjani em carta destinada a Khamenei e publicada pela agência semioficial de notícias Mehr.

A campanha eleitoral para a eleição de sexta-feira tem sido marcada por debates agressivos entre Ahmadinejad e seus rivais moderados, e por manifestações todas as noites nas ruas de Teerã. A intervenção de Rafsanjani deve elevar ainda mais a tensão.

"Mesmo que eu continue a tolerar esta situação, não há dúvida de que algumas pessoas, partidos e facções não vão tolerar esta situação", disse Rafsanjani, sugerindo que militantes da oposição a Ahmadinejad poderiam escapar ao controle.

A agência de notícias Isna disse na noite de terça-feira, sem dar detalhes, que o jornal Yas-e Noo, simpático a um candidato da oposição, havia sido fechado.

Na cidade sagrada de Qom, 14 clérigos de alto escalão ecoaram as declarações de Rafsanjani, manifestando "profunda preocupação e pesar" com os danos à imagem do Irã por causa do debate.

"Acusar os que não estavam presentes naquele debate e não poderiam se defender é contra a nossa religião", disseram eles em nota divulgada pela Mehr.

Os três adversários de Ahmadinejad o acusaram de mentir a respeito da situação econômica do país. O presidente, conservador, diz que seus rivais usaram cargos públicos para enriquecer.

Falando na terça-feira em Sarri, no norte do país, Ahmadinejad disse que durante meses seus adversários travaram "uma guerra psicológica planejada contra a revolução (islâmica)". "Eles estão mentindo e acusando o servo desta nação", afirmou.

O mais liberal dos rivais de Amadinejad, Mehdi Karoubi, disse na terça-feira que não cederá aos apelos para desistir em prol da candidatura de Mirhossein Mousavi, o candidato moderado com mais chances.

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