Ex-presidente do banco central da Itália vai a julgamento

O ex-presidente do banco central da Itália, Antonio Fazio, deve ir a julgamento nesta quinta-feira por acusação de fazer uso indevido de sua posição para facilitar a aquisição de um banco italiano por outro. Há suspeita de que Fazio passou informações relevantes ao Banca Popolare Italiana, quando este tentava adquirir o Banca Antonveneta, em 2005.

BBC Brasil |

Fazio foi acusado de tentar impedir ofertas de compra de bancos da Espanha e da Holanda. Apesar disso, o grupo holandês ABN-Amro acabou ganhando a batalha comercial pelo Antonveneta.

Fazio nega todas as acusações. Se condenado ele pode enfrentar uma pena de prisão de seis anos.

Com ele, serão julgadas quinze outras pessoas.

Antonio Fazio esteve à frente do Banco da Itália por 12 anos, até sua renúncia em 2005.

Alega-se que ele favoreceu secretamente bancos italianos em detrimento de instituições de Espanha e Holanda, em processos para a compra de outros bancos italianos.

Jornais locais divulgaram trechos de conversas telefônicas, gravadas pela polícia, que mostram, aparentemente, Fazio em contato regular com altos executivos de bancos italianos. Isso o torna vulnerável a alegações de ter usado de maneira indevida a sua posição à frente do banco central italiano.

Imagem dos bancos
Depois de começar a trabalhar no Banco da Itália em 1960, Antonio Fazio subiu na hierarquia da instituição.

Ele ganhou a reputação de sério e respeitável.

Pai de cinco filhos, Fazio é um católico devoto.

Mas nos últimos anos, mostrou-se contrário à tomada de bancos italianos por instituições estrangeiras, apesar de esforços da União Européia para facilitar esse tipo de processo.

Fazio, de 72 anos, foi acusado de prejudicar a imagem internacional do sistema bancário italiano - uma imagem que vai estar sujeita a um escrutínio ainda maior à medida que seu julgamento avançar.

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