Taipé, 16 nov (EFE).- O ex-presidente taiuanês Chen Shui-bian, preso na última quarta por acusações de corrupção, foi levado hoje para um hospital após cinco dias de greve de fome.

A saúde do principal dirigente anti-China da ilha "está cada vez pior após cinco dias sem ingerir alimentos", nas palavras de Lee Ta-chu, subdiretor do centro de detenção onde o ex-presidente está.

Especialistas na ilha afirmam que a determinação de Chen de apresentar seu caso como uma perseguição política do governante Partido Kuomintang e da China ameaça criar fortes distúrbios.

A Promotoria Anticorrupção de Taiwan acusa o ex-governante, que concluiu seu segundo mandato presidencial em maio, de cinco casos de suborno, desvio, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e ocultação de documentos públicos.

O advogado de Chen, Cheng Wen-lung, assegura que o jejum do ex-presidente busca mostrar que sua reclusão é uma perseguição política do Partido Kuomintang por causa de sua postura contra a união com a China.

"Chen protesta pela morte da justiça e pela regressão na democracia", declarou o advogado.

Partidários de Chen planejam uma grande manifestação em 22 de novembro como apoio ao dirigente independentista e em protesto por sua prisão preventiva.

Chen pode ficar preso sem julgamento até quatro meses no Centro de Detenção de Taipé.

Enquanto isto, na cidade de Yunlin a prefeita da cidade também está hospitalizada por greve de fome em protesto contra sua detenção por suposta corrupção, há 12 dias.

A governante é membro do independentista Partido Democrata Progressista (PDP), do ex-presidente.

Outro dirigente do PDP detido por suposta corrupção, o prefeito de Chiayi, Chen Ming-wen, também faz greve de fome em protesto contra sua detenção, em 28 de outubro.

Enquanto a oposição, liderada pelo PDP, considera que há parcialidade na justiça da ilha, o Governo assegura que não interveio no sistema judiciário. EFE flp/fh/fal

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