Ex-presidente de Taiwan detido por corrupção faz greve de fome

O ex-presidente taiwanês Chen Shui-bian não come nada desde que foi preso na quarta-feira por corrupção em protesto contra o que considera uma investigação por motivos políticos, informou seu advogado à imprensa nesta quinta-feira.

AFP |

"Ele deixou de comer em protesto, mas, no momento, está em boas condições", afirmou o advogado aos jornalistas, depois de visitar seu cliente na prisão.

Chen Shui-bian foi eleito em 2000 e reeleito em 2004, e concluiu o segundo mandato, em maio passado, debilitado por uma série de escândalos de corrupção, que envolveram até a primeira-dama.

O ex-presidente deve ser acusado de lavagem de dinheiro, malversação de fundos públicos, corrupção passiva e falsificação de documentos, segundo um funcionário ligado à investigação.

Ao sair da promotoria, Chen suspendeu os pulsos, algemados, e disse ser vítima de "perseguição política".

Em 2006, Chen foi citado em uma investigação sobre a malversação de 443 mil dólares de dinheiro público. No entanto, o processo não avançou na época, já que a presidência garantia imunidade.

O ex-presidente já admitiu ter utilizado faturas falsas para arrecadar dinheiro para o Estado, mas garantiu que os fundos eram destinados a "missões diplomáticas secretas" e não a seu proveito pessoal.

Chen acusa o Kuomintang (KMT), o partido no poder, ligado ao governo em Pequim, de persegui-lo por orientação da China, que considera Taiwan uma província chinesa a ser anexada no futuro.

"O KMT e o Partido Comunista Chinês (PCC) me tornaram o inimigo público número um, porque sou o maior obstáculo à reunificação", disse Chen, partidário da independência da Ilha.

aw/cn/fp

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