Ex-presidente de Taiwan admite ter cometido corrupção

Taipé, 14 ago (EFE) - O ex-presidente taiuanês Chen Shui-bian, do independentista Partido Democrata Progressista (PDP), admitiu hoje em entrevista coletiva ter infringido a lei eleitoral e enviado milhões ao exterior.

EFE |

Chen, após ser descoberto que sua esposa enviou à Suíça milhões de dólares, admitiu ter "infringido a lei" ao ser "desonesto nas declarações de bens" exigidas aos candidatos a eleições.

O ex-líder taiuanês afirmou que sua esposa, no início do ano e sem comunicar a ele, tinha remetido dinheiro a uma conta bancária em Cingapura e depois à Suíça, com fundos obtidos em campanhas presidenciais.

"Ao saber disso, decidi que o dinheiro fosse usado na diplomacia taiuanesa", assegurou Chen, que enfrenta um processo por desvio de fundos públicos utilizados, segundo o ex-presidente, na diplomacia secreta da ilha.

"Este envio nada tem a ver com nenhum dos casos dos quais eu e minha família somos acusados", disse o ex-presidente na entrevista coletiva.

O Ministério de Assuntos Exteriores de Taiwan confirmou que as autoridades suíças tinham pedido à ilha cooperação em um caso de possível lavagem de dinheiro.

A televisão taiuanesa "TVBS" diz ter tido acesso à carta suíça e assegura que menciona duas empresas ligadas a fundos da família do ex-presidente e que são investigadas por lavagem de dinheiro.

O parlamentar do Partido Kuomintang (KMT) Huang Jui-ching disse, em comunicado à imprensa, que Chen e sua família tinham enviado US$ 31 milhões à Suíça, dos quais depois parte foi remetida às ilhas Cayman. EFE flp/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG