Ex-presidente de Israel será indiciado por estupro

O ex-presidente de Israel Moshe Katsav será indiciado por crimes sexuais, incluindo o estupro de uma ex-funcionária, disse neste domingo o ministério da Justiça israelense. Katsav rejeitou no ano passado um acordo segundo o qual as acusações de crimes sexuais contra ele seriam reduzidas e ele admitiria ter cometido assédio e abuso de poder.

BBC Brasil |

Um porta-voz do ex-presidente, que renunciou em 2007, disse que Katsav quer agora provar sua inocência no tribunal.

As acusações foram feitas por mulheres que trabalharam para Katsav quando ele era ministro do Turismo e presidente.

A decisão de indiciá-lo "foi tomada depois que o procurador-geral e o promotor do Estado chegaram à conclusão de que os testemunhos (das mulheres) eram confiáveis e que havia evidências suficientes para um indiciamento", segundo o ministério da Justiça.

As autoridades não disseram quando Katsav será formalmente indiciado.

Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém Tim Franks, o caso vem sendo uma tortuosa jornada legal, que já dura quase três anos.

Sob os termos do acordo que havia sido proposto a Katsav, os promotores haviam prometido não buscar uma sentença de prisão se o ex-presidente se declarasse culpado de assédio sexual e atos indecentes.

Parte do polêmico acordo determinava que ele renunciasse a presidência de Israel, um cargo essencialmente de cerimônia. Ele deveria também pagar indenizações às vítimas.

O acordo foi duramente criticado no país por ser muito complacente.

Mas, em um passo inesperado, Katsav voltou atrás e rejeitou o acordo em abril de 2008, dizendo que queria lutar por sua inocência.

O ex-presidente acusou a mídia de estar realizando uma caça às bruxas contra ele, com motivação política.

Inicialmente, a polícia havia acusado Katsav de estupro, assédio sexual e abuso de poder.

As penas máximas por estupro em Israel são de 16 anos.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG