Ex-presidente de Israel é acusado de estupro, agressão sexual e ato indecente

Jerusalém, 19 mar (EFE).- O Escritório da Procuradoria Geral do Estado acusou hoje oficialmente o ex-presidente israelense Moshé Katsav pelos crimes de estupro, agressão sexual e atos indecentes em relação a funcionárias que trabalhavam sob sua responsabilidade.

EFE |

O ata de acusação contra Katsav foi apresentada no Tribunal do Distrito de Tel Aviv, informou a imprensa local.

O documento inclui dois casos de estupro e atos indecentes contra uma subordinada que trabalhava no Ministério do Turismo, quando Katsav era titular dessa pasta, e que foi identificada como "A", e outros dois casos de agressão sexual contra "H" e "L", trabalhadoras no escritório da Presidência durante o mandato como chefe do Estado.

A Procuradoria chamou 56 testemunhas a depor, entre eles as litigantes e vários funcionários públicos.

Katsav, que em 2007 teve que deixar o cargo devido às suspeitas, defendeu o tempo todo sua inocência e acusou a imprensa de ter lançado uma campanha de "linchamento midiático" contra ele.

Em 2008, a Corte Suprema de Israel apoiou um acordo alcançado um ano antes fora dos tribunais entre a Procuradoria e o ex-presidente israelense, pelo qual eximia Katsav dos dois crimes de estupro, puníveis com prisão.

Nesse acordo, Katsav era acusado apenas de ter abraçado e acariciado uma de suas funcionárias quando era ministro do Turismo, no final dos anos 90, e de tê-la beijado na boca.

Também era acusado de ter beijado no pescoço e abraçado outra funcionária, desta vez sendo presidente de Israel, entre 2000 e 2007, no que ele qualificou de "gestos de amizade", e não "expressões sexuais".

Katsav foi presidente do Estado judeu entre 2000 e 2007, ano em que foi substituído no cargo por Shimon Peres. EFE db/an

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