Ex-presidente de Botsuana ganha prêmio de US$ 5 milhões

O ex-presidente Festus Mogae, de Botsuana, ganhou nesta segunda-feira um prêmio de US$ 5 milhões por encorajar a boa governança na África. Mogae deixou o poder em abril, após dois mandatos como presidente de Botsuana, e foi sucedido por Seretse Khama.

BBC Brasil |

Botsuana é um dos países mais estáveis na África, nunca sofreu golpes de Estado e tem realizado eleições multipartidárias desde a independência, em 1966.

Ao anunciar o prêmio, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan parabenizou Mogae por sua ação de combate à epidemia de Aids no país.

O prêmio Ibrahim - o mais alto do mundo a ser pago a uma única pessoa - foi criado pelo empresário sudanês do setor das telecomunicações Mo Ibrahim.

Além dos US$ 5 milhões, o ex-presidente de Botsuana ainda ganhará US$ 200 mil por ano pelo resto da vida.

"A liderança de destaque do presidente Mogae assegurou a continuidade da estabilidade e prosperidade em Botsuana em meio a uma epidemia de Aids que ameaçou o futuro de seu país", disse Annan.

Economia
Botsuana é o maior produtor mundial de diamantes, mas - diferentemente de outros países africanos - suas riquezas não se tornaram fontes de conflito.

"Botsuana demonstra como um país com recursos naturais pode promover desenvolvimento sustentável com boa governança em um continente onde a riqueza mineral geralmente se torna maldição", acrescentou o ex-secretário-geral da ONU.

Annan disse ainda que Mogae tentou diversificar a economia do país, ampliando os horizontes de Botsuana para além do mercado de diamantes.

Em 2006, o governo de Mogae introduziu uma lei para diminuir as vendas de bebidas alcoólicas e proibir seu consumo aos domingos.

O ex-presidente culpou o álcool pela disseminação da Aids, entre outros problemas.

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