Ex-presidente da Samsung é condenado em Seul por prevaricação

Seul, 14 ago (EFE).- Lee Kun-hee, ex-presidente da Samsung, foi condenado hoje na Coreia do Sul a três anos de prisão, com suspensão de pena, e a pagar uma multa de 110 bilhões de wons (62 milhões de euros) por prevaricação, informou a agência de notícias local Yonhap.

EFE |

A Suprema Corte de Seul condenou o ex-empresário, de 67 anos, pelo enorme prejuízo financeiro causado a multinacional sul-coreana Samsung por atos de prevaricação, que tinham o objetivo de facilitar a transferência do controle da companhia a Lee Jae-yong, seu filho.

Lee foi declarado culpado de obrigar a Samsung SDS, uma unidade de sistemas integrados do Grupo Samsung, a vender bônus com garantia com um enorme desconto a seus filhos em 1999, o que representou prejuízo de 22,7 bilhões de wons (13 milhões de euros) à companhia.

O ex-executivo já havia sido condenado no final do ano passado por evasão de impostos a três anos de prisão, também com suspensão de pena, e ao pagamento de 58 milhões de euros de multa.

O ex-presidente da Samsung foi considerado culpado em julho por não declarar 31,5 milhões de euros de impostos correspondentes a um fundo de 3.219,5 milhões de euros, que tinha ocultado em contas bancárias em nome de outros executivos.

Na ocasião, Lee era acusado também de prevaricação, mas a Justiça o absolveu por não ter encontrado elo entre o magnata sul-coreano e as irregularidades cometidas nos anos 90 pela empresa.

A Samsung tem mais de 250 mil empregados e é responsável por mais de 20% das exportações da Coreia do Sul. EFE co/rr

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